Simule quanto seu dinheiro vai render com juros compostos e aportes mensais. Preencha os campos abaixo com o valor inicial, a taxa mensal do investimento e por quanto tempo você pretende investir — o resultado aparece na hora, sem cadastro.
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Montante final
Total investido
Total em juros
Como funciona o cálculo
A calculadora aplica a fórmula dos juros compostos mês a mês: a cada período, o aporte mensal é somado ao saldo e o total rende a taxa informada. Em outras palavras, os juros de um mês passam a render juros no mês seguinte — é o famoso efeito bola de neve, que Einstein teria chamado de "a força mais poderosa do universo".
A fórmula por trás é: M = C × (1 + i)ⁿ, onde M é o montante final, C o capital, i a taxa por período e n o número de períodos — somada à capitalização dos aportes mensais.
A regra dos 72: um atalho para saber quando seu dinheiro dobra
Existe um atalho mental clássico para estimar, sem fazer a conta completa, em quantos anos um investimento dobra de valor: divida 72 pela taxa de juros anual. A um retorno de 12% ao ano, por exemplo, o dinheiro dobra em aproximadamente 6 anos (72 ÷ 12); a 8% ao ano, em 9 anos. É uma aproximação — não substitui a calculadora acima para valores exatos, especialmente com aportes mensais somados —, mas ajuda a ter uma noção rápida do efeito de diferentes taxas na cabeça, sem precisar abrir uma planilha.
Aporte no início ou no fim do mês? Isso muda o resultado
Um detalhe que explica pequenas diferenças entre calculadoras: o momento do aporte dentro do período importa. Se o aporte mensal entra no início do mês, ele já rende juros sobre o período inteiro; se entra no fim do mês, só começa a render a partir do mês seguinte. Ao longo de muitos meses, essa diferença se acumula — quanto mais cedo no mês você conseguir investir, maior o montante final, mesmo aportando exatamente o mesmo valor todo mês. Esta calculadora assume aportes no fim de cada período, uma premissa conservadora e comum entre simuladores financeiros.
Exemplo prático
Começando com R$ 1.000, aportando R$ 200 por mês a 0,9% ao mês (próximo de um CDB de 100% do CDI em 2026): em 24 meses você teria cerca de R$ 6.600 — sendo R$ 5.800 investidos do próprio bolso e mais de R$ 800 só de juros. Em 10 anos, o mesmo plano passa de R$ 42.000, com mais de R$ 17.000 vindos de juros.
Que taxa usar em 2026?
- Poupança: ~0,6% ao mês (quase sempre perde para as alternativas abaixo);
- Tesouro Selic / CDB 100% do CDI: ~1,1% ao mês com a Selic a 14,25% a.a. (antes do IR);
- Simulação conservadora de longo prazo: 0,7% a 0,9% ao mês, já imaginando juros mais baixos no futuro.
Para entender onde conseguir essas taxas na prática, veja nossos guias de Tesouro Direto e CDB, LCI e LCA.
Os 3 fatores que decidem o resultado
Brincar com a calculadora deixa uma lição clara: três variáveis controlam o montante final, mas elas não têm o mesmo peso.
- Tempo — de longe o mais poderoso. Como os juros rendem sobre juros, cada ano a mais não soma, multiplica. É por isso que começar aos 25 em vez dos 35 pode mais que dobrar o patrimônio final, mesmo investindo menos por mês.
- Aporte mensal — o fator que você mais controla no dia a dia. Aumentar o aporte tem efeito imediato e composto: experimente somar R$ 100 ao valor mensal e veja o salto no resultado de longo prazo.
- Taxa de juros — importante, mas a que você menos controla e a que mais gera ilusão. Perseguir 0,2% a mais de rentabilidade assumindo muito risco costuma valer menos do que simplesmente aportar mais e por mais tempo.
Reinvestir os juros: por que resgatar cedo atrapalha
O efeito bola de neve só funciona se os juros ficarem investidos. Resgatar parte do rendimento no meio do caminho — mesmo que pareça pouco — reduz a base sobre a qual os juros seguintes vão incidir, e esse efeito se acumula período após período. É por isso que investimentos de longuíssimo prazo, como os voltados para aposentadoria ou independência financeira, tendem a compensar mais quando o investidor resiste à tentação de sacar os rendimentos no caminho, deixando o tempo fazer o trabalho pesado de multiplicar o capital.
Juros compostos contra você: o outro lado da moeda
O mesmo efeito que faz um investimento crescer também faz uma dívida cara crescer — e geralmente mais rápido. Cartão de crédito rotativo e cheque especial cobram juros compostos ao mês, com taxas que costumam superar 10% a 15% ao mês em alguns bancos; nesse ritmo, uma dívida pode dobrar em poucos meses em vez de anos. É por isso que quitar uma dívida cara costuma ser a decisão financeira com o melhor "retorno" disponível — melhor do que qualquer investimento de renda fixa. Veja nosso guia de como sair das dívidas se esse for o seu caso antes de focar em investir.
Erros comuns ao simular
- Usar a taxa anual no campo mensal (ou dividir por 12). 12% ao ano não é 1% ao mês — a conversão correta usa raiz, não divisão (veja o FAQ abaixo).
- Esquecer a inflação. O montante exibido é nominal. Em horizontes longos, parte do crescimento apenas repõe a perda de poder de compra — para metas como aposentadoria, vale simular com uma taxa real (já descontada a inflação).
- Ignorar o imposto de renda. O resultado é bruto; na renda fixa o IR morde de 15% a 22,5% do lucro. LCI e LCA são isentas para pessoa física.
- Tratar a taxa como garantida. Rentabilidade passada não se repete. Use cenários conservadores e confirme as taxas atuais nas fontes oficiais antes de investir.
Perguntas frequentes
O que são juros compostos?
São os "juros sobre juros": a cada período, o rendimento é calculado sobre o valor inicial mais os juros já acumulados. É o regime da maioria dos investimentos brasileiros.
Qual taxa de juros devo usar?
A taxa mensal do investimento que você pretende fazer. Na dúvida, use 0,8% a 0,9% ao mês para uma simulação realista de renda fixa.
Qual a diferença entre juros simples e compostos?
Nos simples, os juros incidem só sobre o valor inicial; nos compostos, sobre todo o acumulado. No longo prazo a diferença é brutal — décadas de juros compostos podem multiplicar o patrimônio várias vezes.
A calculadora desconta imposto de renda?
Não, o resultado é bruto. Na renda fixa o IR vai de 22,5% (até 6 meses) a 15% (acima de 2 anos) sobre o lucro. LCI e LCA são isentas.
Como converter taxa anual em mensal?
Use a fórmula (1 + taxa anual)^(1/12) − 1. Exemplo: 12% ao ano ≈ 0,95% ao mês — e não 1%.
⚠️ Esta calculadora tem fins educativos. Os resultados são estimativas e não constituem recomendação de investimento.